Translation - I Don’t Owe A Cent
Indignados
15 Oct, 2011. Lisbon, Portugal.

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Indignados

15 Oct, 2011. Lisbon, Portugal.

Muitos Meios e Saber de pouco Servem

Vivemos num tempo que se sente fabulosamente capaz de realizar, porém não sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não é dono de si mesmo. Sente-se perdido na sua própria abundância. Com mais meios, mais saber, mais técnica do que nunca, afinal de contas o mundo actual vai como o mais infeliz que tenha havido: puramente à deriva.

Ortega y Gasset, in “A Rebelião das Massas”

Portugal Está a Atravessar a Pior Crise

"Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura."

Eça de Queirós, in ‘Correspondência (1891)’

António Gonçalves Correia, Fundador da Primeira Comunidade Anarquista em Portugal

António Gonçalves Correia (São Marcos da Ataboeira, Castro Verde, 3 de Agosto de 1886Lisboa, 20 de Dezembro de 1967) foi um anarquista, vegetariano, ensaísta, poeta e humanista português. Fundador da Comuna da Luz, a primeira comunidade anarquista em Portugal, e dirigente da Comuna Clarão, foi também colaborador de vários jornais, como A Batalha, A Aurora e O Rebelde. Em 1916, fundou o semanário A Questão Social na vila de Cuba. Um ano depois publicou o opúsculo Estreia de um crente, tendo ainda vindo a publicar outra obra, A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura.[1]

António Gonçalves Correia nasceu na aldeia de São Marcos da Ataboeira, na herdade de Castro Verde, região do Alentejo. Viveu grande parte da sua vida em Beja. Caixeiro-viajante de profissão, foi detido em diversas ocasiões pela PIDE por se dedicar à produção de panfletos anarquistas, participar em publicações libertárias e pregar publicamente os seus ideais políticos. Sobre ele registam os arquivos da polícia política do antigo regime: «Vive em Beja. É um comunista perigoso, sendo considerado em todo o Alentejo, como organizador e orientador de todos os movimentos de caractér social. - Já esteve preso, por estar implicado nos tumultos sangrentos de 1918, em Beja. Sendo posto à disposição da 4ª divisão do Exército. ( Doctº 133F). É administrador do concelho maximalista, em Beja. (Doc. 285 F.16. 8.920). Em 2 de Dezembro de 1932.»[1]

A Revolução é a minha namorada

Foi o idealizador da Comuna da Luz de inspiração tolstoiniana, localizada no “Monte da Comuna”, o qual se situava na freguesia de Vale de Santiago do concelho de Odemira, entre o Rio Sado e a Ribeira de Campilhas. Foi desta comunidade que um grupo de anarquistas por ele liderados, deu origem à revolta dos trabalhadores rurais do Vale de Santiago durante a crise de 1918. A Comuna da Luz está também associada à morte de Sidónio Pais: o assassino do então Presidente foi José Júlio da Costa, agrário de Garvão, que serviu de mediador entre as autoridades e os revoltosos do Vale de Santiago[2]

Os conteúdos e as formas do pensamento, assim como as experiências comunitárias, de António Gonçalves Correia, mais do que nunca, devem ser objecto de um exercício de interpretação e de compreensão por todos aqueles que acolhem a filosofia e prática libertárias.

Foto gentilmente cedida por António Gonçalves Correia  facebook profile

Em primeiro lugar, o pensamento e as formas de intervenção social de António Gonçalves demonstram à saciedade que a anarquia, enquanto um ideal, uma filosofia, uma ética e uma estética, é sempre possível de ser interpretada, explicada e vivida consoante cada indivíduo ou grupo que aspira à construção de uma sociedade sem deuses e sem amos. A visão tolstoiniana que António Gonçalves Correia tinha da anarquia leva-o a abraçar um tipo de anarquismo naturista e pacifista, numa época em que predominavam as teorias e as práticas do anarco-comunismo e do anarco-sindicalismo. Não admira assim que a sua intervenção social fosse marginal no contexto dos movimentos sociais e do anarquismo que tinham maior expressão nas primeiras décadas do século XX em Portugal. Em segundo lugar, os exemplos comunitários de construção e de experimentação social anarquista no contexto das sociedades capitalistas, como foram os casos emblemáticos da Comuna da Luz, sediada em Vale de Santiago, entre 1917 e 1918, e a Comuna Clarão, sediada em Albarraque, entre finais da década de vinte e princípios da década de trinta do século XX, revelaram-se extraordinariamente importantes, na medida em que essas duas experiências se traduziram em modalidades práticas de utopias concretas. Essas experiências, ainda que tenham soçobrado e tenham sido atravessadas por uma série de contradições e conflitos, revelaram sobremaneira que não existe dissociação espácio-temporal entre reforma e revolução, entre teoria e prática, e sobretudo entre a utopia com um sentido histórico absoluto e a utopia com um sentido histórico relativo. Com esses tipos de experimentação social comunitária, António Gonçalves Correia e as outras pessoas que participaram nesse processo demonstraram quão difícil é traduzir na prática os princípios estruturantes da emancipação social: liberdade, fraternidade, amor e solidariedade. Em terceiro lugar, os exemplos subjacentes aos princípios e práticas do anarco-naturismo e do anarco-pacifismo que atravessaram a vida quotidiana de António Gonçalves Correia revestem-se de uma grande actualidade. Na verdade, quando hoje à escala mundial assistimos à destruição progressiva da natureza, com especial incidência na evidência empírica que nos é transmitido pela poluição atmosférica, camada do ozono, morte dos rios, florestas e mares, a atitude de António Gonçalves Correia em relação às espécies animais e vegetais é de uma força simbólica inimaginável.”Comprar passarinhos que estavam prisioneiros nas gaiolas aos comerciantes que os vendiam nas feiras do Alentejo para depois os libertar”, ou “desviar-se com a sua bicicleta dos caminhos percorridos pelas formigas para não as matar”, são exemplos deste pensador de como nós devemos agir para se construir um equilíbrio ecossistémico entre todas as espécies animais e vegetais. São exemplos significativos que não basta lutar exclusivamente pelo fim da opressão e exploração entre os seres humanos, mas também contra a opressão e exploração destes sobre as outras espécies animais e vegetais.

anyshadow:

lostintothewild:

A5 (by RitscherR)

Lisboa 5000 km

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A5 (by RitscherR)

Lisboa 5000 km

(via alexdalvateixeira)

Os RATOS são sempre os primeiros a abandonar o navio!

Os RATOS são sempre os primeiros a abandonar o navio!


Almeida Garret ~4 de Fevereiro, 1799 —  9 de Dezembro, 1854~«Quantos pobres são necessários para fazer um rico?» Passados que são 157 anos sobre a sua morte, o escritor e  político não precisaria de fazer esta pergunta. Bastar-lhe-ia ver os  telejornais, ler jornais e olhar à sua volta para ter a sua resposta. Veria, por exemplo, notícias de que numa altura em que  entram em vigor os cortes nos salários, uma altura de tremendo  desemprego, de aumentos de impostos para os mais fracos, cortes de  pensões, de abono de família, de credenciais de transporte para doentes  pobres, de milhares de falências de pequenas e médias empresas, de  trabalho cada  vez mais precário… veria notícias, como dizia, contando  que no meio de tudo isto, três bancos privados portugueses (BES, BCP e  BPI) cometeram a proeza de, em 2010, verem aumentados os seus lucros,  atingindo os mil milhões de euros, cerca de 2,7 milhões de lucro por dia… ao mesmo tempo que conseguiram reduzir o pagamento de IRC dos cerca de 200 milhões de 2009, o que já era pouco, para uns vergonhosamente insultuosos 35 milhões em 2010. Almeida Garrett teria aqui uma parte substancial da sua resposta!originalmente publicado aqui

Almeida Garret ~4 de Fevereiro, 1799 — 9 de Dezembro, 1854~

«Quantos pobres são necessários para fazer um rico?»
Passados que são 157 anos sobre a sua morte, o escritor e político não precisaria de fazer esta pergunta. Bastar-lhe-ia ver os telejornais, ler jornais e olhar à sua volta para ter a sua resposta. Veria, por exemplo, notícias de que numa altura em que entram em vigor os cortes nos salários, uma altura de tremendo desemprego, de aumentos de impostos para os mais fracos, cortes de pensões, de abono de família, de credenciais de transporte para doentes pobres, de milhares de falências de pequenas e médias empresas, de trabalho cada  vez mais precário… veria notícias, como dizia, contando que no meio de tudo isto, três bancos privados portugueses (BES, BCP e BPI) cometeram a proeza de, em 2010, verem aumentados os seus lucros, atingindo os mil milhões de euros, cerca de 2,7 milhões de lucro por dia… ao mesmo tempo que conseguiram reduzir o pagamento de IRC dos cerca de 200 milhões de 2009, o que já era pouco, para uns vergonhosamente insultuosos 35 milhões em 2010. Almeida Garrett teria aqui uma parte substancial da sua resposta!



originalmente publicado aqui

Sérgio Godinho - Etelvina

A melhor musica jamais feita pelo Sérgio Godinho, alem de se enquadrar lindamente neste espaço. Só não consigo decidir se é uma musica que alegre ou que entristeça.

Houve um Verão, algures no final dos 80 ou principio dos 90, que eu e um grupo de amigos, vimos três ou quatro concertos do Sérgio na zona de Lisboa (Loures, Almada, Corroios ou Seixal, já não me lembro) e foram tantas as vezes que gritávamos Etelvina, Etelvina , que no final era mais que óbvio que o homem já não nos podia ver a frente, mas tocou sempre a Etelvina!

ArtistSérgio Godinho
TitleEtelvina
AlbumEra Uma Vez Um Rapaz

Comadres Elitistas

Como e possível a Luís Amado afirmar que: será o consenso entre o PS/PSD que irá salvar a  situação em que nos encontramos, quando é do conhecimento geral terem sido esses mesmo dois partidos que nos conduziram até ao precipício com que agora nos deparamos…Isto não são noticias, não são nada. Não passam de recados entre as comadres da elite que nos rouba descaradamente, havendo agora menos para roubar, toca a canibalizarem-se a si próprios.

Texto completo, acompanhado de exercício em relações publicas grátis, só podia mesmo ser no Publico

Similarities between the current European crisis and the 1981 Latin American debt crisi

students protests

There are similarities between the current European crisis and the 1981 Latin American debt crisis. “In both cases debts were issued in a currency over which borrowing countries had no control,” says the FT’s John Rathbone. For Latin America it was the dollar, for Europe the Euro. Secondly, there was first a period of easy credit, followed by a worldwide recession.

Bailouts were tied to the so-called “Washington Consensus” that demanded privatization, massive cuts in social services, wage reductions, and government austerity. The results were disastrous. As public health programs were eviscerated, diseases like cholera reappeared. As education budgets were slashed, illiteracy increased. And as public works projects vanished, joblessness went up and wages went down.

“It took several years to realize that deflating wages and shrinking economies were inconsistent with being able to fully pay off debts,” notes Rathbone. And yet the “virtuous” EU countries are applying almost exactly the same formula to the current debt crisis in Europe.

read complete article fpif.org

Zeca Afonso - Vejam Bem - Cantares de Andarilho (1968)

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantar-lo do chão
ninguém vem levantar-lo do chão

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

Escravos do Poder

Episódio do programa Linha da Frente - Escravos do Poder transmitido originalmente na RTP1.


Hundreds of thousands of people demonstrated against youth  unemployment in 11 cities across Portugal on Saturday. Noticeable by  their absence were political parties and trade unions.
An  estimated 200,000 protesters in the capital, Lisbon, marched along  Liberty Avenue and Rossio Square. Another 80,000 people demonstrated in  Portugal’s second city, Porto. The protestors shouted slogans such as  “Thieves out!”, “A precarious existence means no freedom!”, “[Prime  Minister] Sócrates resign!”, “Dissolve Parliament!”



 via wsws.org

Hundreds of thousands of people demonstrated against youth unemployment in 11 cities across Portugal on Saturday. Noticeable by their absence were political parties and trade unions.

An estimated 200,000 protesters in the capital, Lisbon, marched along Liberty Avenue and Rossio Square. Another 80,000 people demonstrated in Portugal’s second city, Porto. The protestors shouted slogans such as “Thieves out!”, “A precarious existence means no freedom!”, “[Prime Minister] Sócrates resign!”, “Dissolve Parliament!”

 via wsws.org